quarta-feira, 8 de abril de 2026

sobre as exposições "Tecituras femininas" e "Meme"

 

Tecituras Femininas


A exposição de Marlene Barros tinha uma atmosfera bem pesada. Me deu muita gastura ver os rostos costurados e fiquei bem incomodada ao ver os órgãos que ela crochetou. Foi uma exposição "sem filtros"; ela fez figuras femininas em posições extremamente vulneráveis, e diversos comentários (críticas) sobre as vivências femininas em um mundo machista por meio das fibras (costura, crochê, bordado), que foram utilizadas como representações do feminino, conectadas a ele.
O clima pesado se dissipou quando as meninas da nossa turma se juntaram na sala que tinha no final e começaram a costurar e crochetar, acidentalmente confirmando a conexão feminina com as artes têxteis. Gostei dessa parte; das outras, nem tanto.

Meme


A exposição sobre a Memeficação do Brasil tinha uma atmosfera bem diferente da primeira. Ela se iniciou com um estudo linguístico dos memes, depois, o foco foi os comportamentos típicos da internet, e então o foco foi no uso do humor como ferramenta anti-censura. Por fim, a exposição apresentou reflexões sobre os problemas que o humor dos memes esconde, e terminamos o trajeto em um pátio tomado por diferentes espécies de "alisa meu pelo".
Alguns memes eram extremamente atuais, e outros eram tão antigos que nem tinham mais graça. Mas foi muito interessante ver algo que é tão cotidiano para mim sendo exposto em um museu.

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