"Teoria do não-objeto", Ferreira Gullar
"[...] sem nome, o objeto é impenetrável, inabordável,
clara e insuportavelmente exterior ao
sujeito. O não-objeto não possui essa
opacidade, e daí o seu nome: o não-objeto é transparente à percepção, no
sentido de que se franqueia a ela."
Tudo começa com o impressionismo, quando Monet se preocupa em representar a luz natural e seus efeitos sobre o ambiente ao invés de representar objetos com precisão. Continua com o abstracionismo, quando Mondrian reduz o objeto a linhas e cores. Por fim, a obra sai da moldura e da base: se torna completa em si mesma, é o seu próprio significado. O não-objeto representa a si mesmo.
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