segunda-feira, 20 de abril de 2026

sobre "teoria do não-objeto"

 

"Teoria do não-objeto", Ferreira Gullar


"[...] sem nome, o objeto é impenetrável, inabordável, clara e insuportavelmente exterior ao sujeito. O não-objeto não possui essa opacidade, e daí o seu nome: o não-objeto é transparente à percepção, no sentido de que se franqueia a ela."


Tudo começa com o impressionismo, quando Monet se preocupa em representar a luz natural e seus efeitos sobre o ambiente ao invés de representar objetos com precisão. Continua com o abstracionismo, quando Mondrian reduz o objeto a linhas e cores. Por fim, a obra sai da moldura e da base: se torna completa em si mesma, é o seu próprio significado. O não-objeto representa a si mesmo.

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